quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um bom motivo para não arrumar o quarto

Minha mãe vive me dizendo para eu arrumar o quarto, ele realmente anda muito bagunçado, mas eu sempre tenho algo que nem é mais importante do que arrumar meu quarto, mas toda vez que decido arruma-lo se torna mais importante. Dessa última vez ela bateu em meu quarto às 1h37 pedindo para eu arruma-lo, fiquei a pensar o que a essa hora seria mais importante do que isso, foi então que decidi refletir sobre minha vida e descobri que ela anda mais bagunçada do que meu quarto, as ideias estão soltas, nem sempre tenho um foco em tudo que faço, ando confusa e mesmo parecendo que estou fazendo as coisas certas a minha vida anda muito incoerente. Eu não costumava ter dúvidas naquilo que tinha vontade de fazer e para quase tudo que eu fazia eu tinha uma teoria, mas agora até parece que eu estou sem chão, que minha vida anda voando sem pouso. No entanto, ao continuar pensando fico a imaginar se isso irá me prejudicar de alguma forma em meu futuro e descubro que a maneira mais feliz para se viver é exatamente dessa forma, porque não tem coisa melhor do que você não planejar nada para o seu dia e de repente as coisas fluirem naturalmente e você se surpreender com os pequenos detalhes de sua peculiaridade. Já que não criar expectativas para tudo na vida pode te fazer com que você se decepcione menos e perceba também que se tudo for sempre metódico a graça de se viver pode escapar. Por isso um bom motivo para não arrumar o quarto é ter que arrumar sua própria vida, mesmo que nem sempre ela precise está devidamente arrumada. Você deve deixá-la equilibrada.
  

Ao escrever esse post eu lembrei de uma parte do filme ‘O Fabuloso Destino de Amelie Poulain’:
 
Amélie e o Homem de Vidro

- Ela parece distante... talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?

Você já parou para pensar que as vezes queremos organizar tudo e até mesmo a vida de qualquer outra pessoa menos a nossa? É como se nos preocupassemos mais com os outros do que com nós mesmos. É um forma de vida, de dar sentido a nossa existência. Uma perspectiva diferente, um novo olhar. Mas a bagunça de sua vida quem vai cuidar?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Grito de liberdade


Eu sofria de anedonia, não tinha a capacidade de sentir prazer, não sentia gosto de comida nem de vida, vivia por outra pessoa, não aparentava saudável, fugi dos meus amigos, cética de tudo, caminhava sem fé, não dava valor nem a minha própria vida, um profundo masoquismo para a alma que não notei que estava presa a algo que não me deixava bem, porque eu não sabia o que era ser feliz, tinha momentos alegres e só achava que aquilo era felicidade. Hoje dei meu grito de liberdade, me curei das impurezas, abandonei tudo que me deixou assim durante muito tempo, quebrei laços aparentemente invisíveis, mas  ao mesmo tempo difícies de desaparecer. O grito interno não me pertence mais, as más vibrações em minha volta e dentro de mim não me encomodam mais, para isso eu precisei de ajuda de pessoas, profissionais e remédios, mas a ajuda principal foi a minha, eu mesma junto com a fé em Deus aprendi a recaminhar, aprendi que as pessoas mais importantes da sua vida não são aquelas que te dizem que estarão sempre com você, são aquelas que efetivamente estão com você lado a lado, aprendi que amar o próximo significa humanismo, mas a gente tem que ter amor próprio para poder viver em paz, aprendi que não são as síndromes de pânico que podem resolver seus problemas, porque o desespero só esconde o teu foco. Aprendi tanto, que posso ter a certeza que hoje eu não sofro mais de visão, aquele poder de visualisar a alma e enxergar que ela não tem mais motivos de continuar sofrendo, com isso eu passei a enxergar também o quanto a vida é divertida quando se sabe viver bem, eu posso e consigo enxergar minha vida com luz, com objetivos, com esperança, com simplicidade, com paciência e tudo que vem me deixando mais leve. Escute o que você não quer ouvir, veja o que você não quer vê, sinta o que você não quer sentir e perceba que você pode sentir cheiro de vida e que você pode ser mais forte do que você imagina, porque é acreditando em si mesma que a gente pode vencer qualquer luta interna. Eu não me vejo e nem me sinto mais no escuro, eu dei meu grito de liberdade. Por isso eu acordei às 04h56 com uma boa vibração, chorei ao escrever isso, mas foi um choro feliz e saudável. Hoje o dia amanheceu e eu acordei com vontade de viver.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Cada dia como se fosse o último

Stepmom Film (Lado a Lado)
Às 00h54 a insônia fez com que eu acordasse, aliás me fez desistir de tentar dormir, então decidir assistir um filme, daqueles que depois eu não me arrependesse de ter passado mais de duas horas presa nas imagens cinematográficas. No entanto, foi o inverso, escolhi um filme perfeito estrelado com atores esplêndidos, como: Julia Roberts, Susan Sarandaon e Ed Harrs. Um clássico americano, um drama que me deixou tão envolvida e me fez até chorar. A história encenada no filme é comum, o enredo é passado por um casal, com dois filhos, que se divorciam e o pai decidi casar novamente com uma mulher mais nova e os filhos não a aceitam. Entretanto, a maneira delicada de que é abordado o tema é tão cativante, que qualquer pessoa poderia se emocionar com a singelidade dos gestos e com textos sábios, que você pode começar a imaginar que tudo que você está vendo pode ser realidade ou melhor a sua realidade. Acho que todos nós deveríamos receber uma notícia de que temos um tempo determinado para se viver, porque talvez assim pudessemos aproveitar mais os pequenos momentos como se eles fossem os maiores e como se fossem os últimos e quando fossemos aproveitar esses maiores momentos não criassemos tantas expectativas por eles. Assim todos os momentos seriam os melhores, já que é perceptível que esses melhores momentos na maioria das vezes são demominados assim quando eles nos surpreendem, quando nós nem especulamos e nem esperamos nada deles. Esse contexto é encenado por Jackie Harrisson (Susan Sarandon), ela descobriu que tinha câncer e além da quimioterapia precisava viajar para fazer tratamentos avançados, nesse momento só os médicos poderiam estipular o tempo de vida que ainda restava nela, que provavelmente não seria muito. A verdade é que você viajar para fazer tratamentos sem curas só para poder viver mais alguns anos em cima de uma cama de um clínica com máquinas e aparelhos por toda sua volta não é a melhor maneira para viver os últimos dias de sua vida. Sem sombra de dúvidas, viver momentos felizes com as pessoas mais especiais de sua vida pode e é a maneira mais encantadora de se viver até a hora de sua despedida e depois dela é inevitável não sentir saudades, mas diz Jackie Harrisson (Susan Sarandon) para Anna e Ben (Jena Malone e Liam Aiken), seus filhos:
"Você pode sentir saudades e me levar com você, quando tiver problemas eu estarei lá, quando se apaixonar eu estarei lá. É assim que as pessoas vivem para sempre, porque alguém as leva junto. Além disso ainda temos algo, uma coisa que sempre teremos . Sabe o que é? Nossos sonhos. Ainda podemos nos encontrar nos sonhos. Podemos conversar lá e passear juntos no verão, no inverno, na chuva, no sol. Posso vir pegá-lo para irmos voar [...]"
Por isso você poderia ser bem melhor se vivesse cada dia como se fosse o último. Parece clichê, mas um belo dia se morre e não é para todas as pessoas que você se torna imortal, mas para aquelas que te amam você sempre deve demonstrar o carinho sentido por elas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

No tempo certo

Lissy and Mr. Darcy - Pride and Prejudice
Alguns momentos acontecem no seu tempo certo, se encaixa tão perfeitamente que nem se a gente sonhasse durante todo tempo que vivemos conseguiríamos admirar tanto o acaso que foi vivenciado. A melhor coisa que poderia ter me acontecido foi sentir a paixão florescer novamente, mesmo desconfiando e sem acreditar que tal sentimento tenha surgido em ambos, eu gostei de ter brotado em mim, de ter sonhado com você, porque fazia tempo que não sabia como era sonhar com outra pessoa, fazia tempo que eu não gostava tanto de ter conhecido alguém e esse mesmo alguém conseguisse se tornar tão especial como você vem se tornando para mim. Você tirou um tempo para pensar e sair da rotina exaustiva, eu estava buscando minha paz espiritual e queria me encontrar de novo, nesse episódio a gente se conheceu e tudo pareceu que ia dá tão errado, mas como foi sincero se tornou bonito. Poderia ter sido diferente, mas se tivesse sido de outro jeito eu não não teria me acordado às 03h34 para escrever esse texto. Eu precisava expressar isso de alguma forma, a gente fala tanta coisa um para o outro, tanta coisa comum, tanta incomum que até me sinto como uma velha amiga sua. Foi pouco tempo, pouquissímas horas, mas quando as horas passadas são boas elas ficam marcadas como especiais, tanto que se torna muito, entretanto com um sabor insuficiente, porque a gente sente um gosto de querer mais. Quando ficamos a apreciar qualquer tempo se torna pouco, pelo simples fato de querermos com mais intensidade, é como se você gostasse muito de uma música, mas você não a escuta todas as horas do seu dia, apesar de ter vontade de está grudada com ela nos ouvidos, no entanto mesmo se você não a escutar, ela está na sua mente, porque você nunca esquece a letra nem o ritmo. Assim são as pessoas especiais na nossa vida e você se tornou minha música favorita, viciante assim como o reggae é pra você.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O real poder dos atos

Charles Chaplin em um gesto singelo
Os pequenos e grandes atos podem fazer com que possamos nos encantar outras pessoa. Um carinho discreto, uma demonstração pública do afeto, um abraço sincero, um olhar compreensivo, um beijo apaixonante, uma surpresa sem datas são atos que tem grandes possibilidades de cativar a confiança até mais do que as promessas ou palavras ao vento. O lado ruim é que existe outros tipos de atos, esses podem ferir, novamente digo, mais do que palavras, quando você já não está tão encantado por aquela pessoa que antes você perdia o chão e a cabeça, quando você deixa de fazer coisas involuntárias e esforços por aquela pessoa, quando você já não sente tanta necessidade de está sempre ao lado dela, quando a companhia se torna indiferente parece que com tudo isso você não está tão apaixonado por essa pessoa, mas o que pode ser o amor se não tiver paixão? Todos os dias precisamos nos apaixonar pela mesma pessoa, o desuso dos atos de carinho pode acarretar diminuição da afeição ou um desapego ou uma não vontade de está, mas você continua estando só pela conviniência, pelo costume, pela rotina ou às vezes por tudo que foi planejado enquanto vocês eram apaixonados. Outra coisa que pode machucar é você sangrar por dentro, quando você chora ao lembrar que durante algum tempo você não foi tão importante pela mesma pessoa em que você estava completamente entregue e sem nenhum risco de sequer pensar que um dia tanto amor podesse acabar. è bem difícil quando isso acontece, acredito que o limite para você continuar com um relacionamento é o tamanho da confiança que você deposita em alguém, pois quando acontece de uma pessoa que você nunca pensou que pudesse trair tua confiança lhe trair, você pode ter certeza que você nunca mais vai voltar a ter confiança nessa mesma pessoa nem ao menos um terço do que antes era. Irá passar um tempo, irá passar muito tempo e se você amar de verdade você pode conseguir perdoar, você procura até mesmo buscar justificativas, mas você nunca irá conseguir esquecer e quando você lembrar você vai sangrar. A desconfiança e a sensação de inferioridade são as principais coisas que não te deixam dormir direito, às 02h42 e você ainda não conseguir dormir pensando em fatos que levam sua paz interior. A melhor solução é se sentir mais leve, é cuidar mais de você, é promover o desapego!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando eu lembro de você...

Charlize Theron - Sweet November
Hoje eu derramei uma lágrima pensando se um dia eu iria te vê novamente. A vonatde de te ter além dos meus pensamentos e em minha memória é tão grande que eu poderia sair da minha cama agora, às 00h44,  e ir ao teu encontro só para ter de novo aquele abraço, mas eu descobro que neste exato momento eu só posso mesmo é viajar pelos meus pensamentos. A partir desse momento eu começo a sorrir ao lembrar do teu sorriso, do teu olhar, das tuas histórias e ao ouvir tu dizer que a melhor coisa que pudia ter te acontecido foi eu ter viajado para te encontrar. Fiz isso só porque gostei de você, gostei do teu jeito, gostei do teu papo, gostei de ouvir que tu queria um beijo meu, naquele momento eu percebi que tu queria o mesmo que eu, mas fiquei tímida e disse que não. Foi tanta coisa que passou pela minha cabeça em segundos que nem se eu tivesse uma vida inteira para te explicar eu não conseguiria. Tudo porque é difícil de explicar explosões de sentimentos, principalmente quando eles acontecem com você mesmo, a gente fica completamente encorajado mas ao mesmo tempo sem saber o que fazer ou sabe o que quer fazer mas não tem coragem. Não é fácil de explicar como acontece, a gente só sente e vai descrevendo, muitas vezes sem querer parar [...]

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tentando definir o que escrevo

Quando se trata de escrever pensamentos avulsos é bem provável que eu não consiga definir do que irá ser tratado nesse blog. Sim! Sempre me expressei escrevendo, mas escrevo para mim e guardo só para mim, são pensamentos tão íntimos que sempre achei que não deveria ser compartilhados com ninguém. Com certeza minha atitude não se trata de egoísmo e sim de privacidade, nunca quis que ninguém pudesse lê-me, quase sempre o que eu digo não é o que quero, mas o que escrevo é sempre mais real, dessa forma eu corria o risco de me decifrarem, eu não gosto disso, não gosto que ninguém conclua algo sobre mim, nem eu mesma posso dá-me um ponto final. Eu costumo mesmo é me interpretar com vírgulas, gosto disso, é bom para saber o que sentimos por dentro, é tão humano não ter fim, chega a ser enigmático,  porque ninguém é tão comum que não tenha um mistério, todos nós temos algo que escondemos, perigo é querer se esconder, mas esconder algo é normal. Ai normalidade... deve ser bem difícil viver com ela, além de difícil deve ser chato, imagina se tudo que você fizesse, falasse, vestisse, comesse fosse normal, não teria graça alguma viver. O excêntrico encanta mais, exótico tem mais dinamismo, tem um sabor de nova experiência, é bom não saber por onde está andando, você sempre irá se surpreender seja por qualquer coisa que seja, você também vai perceber que as coisas mais banais vão aparentar ter muita significância, porque é muito bom apreciar os detalhes e se apaixonar pelos acontecimentos inesperados. Arrisca-se é sempre preciso na vida para você poder ser feliz de alguma forma. Escrevi até aqui e não falei do blog... Enfim, é que agora quero guardar o que escrevo, perdi as contar de quantas vezes escrevi e joguei fora ou perdi ou se desfez.  na maioria das vezes quando escrevo é quase sempre depois da meia noite quando tenho insônia, daí venho a inspiração do título do blog,  além de que quando decidir criar-lo me peguei de repente escutando “depois da meia-noite” de Capital Inicial, por isso nada mais digno de título tão quanto o próprio. Talvez para vocês não façam nenhum sentido lê as postagens, mas pelo menos eu estarei salvando meus pensamentos avulsos depois da meia noite.